Gestoras independentes aumentaram market share de gestão de fundos para 36% e cresceram 2.2x mais que a média do mercado
- Anderson Timm

- há 2 horas
- 2 min de leitura

O avanço das gestoras independentes no mercado de fundos não é um movimento isolado. Ele faz parte de uma transformação mais ampla do ecossistema de wealth no Brasil, impulsionada por digitalização, maior acesso à informação, diversificação de produtos e mudança no comportamento do investidor. Segundo a McKinsey, desde 2015 o volume financeiro do investidor pessoa física cresce 13% ao ano, o número de investidores em ações na B3 chegou a 5 milhões e o total de contas de investimento dobrou de 72 para 144 milhões. Esse conjunto de fatores ajuda a explicar por que wealth e asset management passaram a ocupar posição cada vez mais central na estratégia das instituições financeiras.

Nesse novo ambiente, o crescimento das gestoras independentes ganha um peso especial. O gráfico mostra que sua participação no market share de gestão de fundos saiu de 20% em 2017 para 36% em 2022, enquanto os bancos universais recuaram de 69% para 53% no mesmo período. Mais do que um ganho estatístico, esse deslocamento revela uma redistribuição real de relevância dentro da cadeia de gestão de patrimônio e ativos. As gestoras independentes deixaram de ocupar uma posição complementar e passaram a ter papel cada vez mais estruturante no mercado.
Parte dessa mudança veio da entrada de competidores independentes e plataformas digitais, que ampliaram o acesso do investidor a novas ofertas, novas gestoras e novos modelos de relacionamento. Antes, grande parte dos clientes estava restrita ao portfólio tradicional dos bancos. Com a expansão das plataformas, o investidor passou a comparar mais, diversificar mais e buscar soluções mais aderentes ao seu perfil. A própria McKinsey destaca que quase metade das pessoas mudou de alguma forma seu relacionamento com instituições financeiras nos últimos anos, e que mais de 53% fizeram isso em busca de produtos e serviços que seu banco principal não oferecia.
É nesse ponto que o crescimento das gestoras independentes precisa ser lido com atenção. Quando essas casas avançam, não cresce apenas um tipo de player; cresce também a sofisticação do mercado de wealth. Isso porque sua expansão costuma vir acompanhada de arquitetura mais aberta, maior especialização, distribuição mais capilarizada e modelos de atendimento que combinam tecnologia, assessoria e personalização. O próprio estudo aponta que as gestoras independentes cresceram 2,2 vezes mais que a média do mercado, sinalizando que sua evolução não foi marginal, mas uma das principais forças de transformação da indústria.
Para o mercado de wealth, a mensagem é clara: o jogo está menos concentrado, mais competitivo e mais orientado à experiência e à proposta de valor entregue ao cliente. O avanço do atendimento híbrido, o uso de tecnologia para escala, a busca por capilaridade via assessores e a tendência de modelos de remuneração mais alinhados aos interesses do investidor indicam um ecossistema mais maduro e mais exigente. Nesse cenário, as gestoras independentes tendem a seguir ampliando seu espaço, não apenas porque ganharam distribuição, mas porque passaram a responder de forma mais eficiente às novas expectativas do investidor brasileiro.
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