Mercado de consultores de investimentos vive maior ciclo de expansão e cresce 28%
- Anderson Timm

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O mercado de consultoria de investimentos entrou no maior ciclo de expansão dos últimos anos. Em 2025, foram 663 novos consultores PF, um avanço de 28%, segundo dados públicos da CVM analisados no Report Consolidado do Mercado Financeiro (Veritas), levantamento que também foi tema de matéria na InfoMoney.
E o ponto aqui não é “só” crescimento. É mudança de fase.
1) O 28% é o sintoma. A transformação é o modelo.
A consultoria cresce porque está cada vez mais conectada a três pilares que o investidor valoriza:
planejamento financeiro como eixo da relação,
remuneração por fee fixo (previsibilidade e alinhamento),
decisão orientada ao longo prazo, e não ao produto.
Isso muda o jogo, porque eleva a consultoria de “alternativa” para núcleo do wealth.
2) O salto histórico mostra que não é um fenômeno passageiro
Até 2016, o Brasil tinha cerca de 200 consultores PF. Em 2025, o mercado adicionou 663 novos profissionais em um ano.
Ou seja: o crescimento não está vindo do nada. Ele vem da consolidação de um modelo que ganhou tração e passou a ser entendido como uma evolução natural da maturidade do investidor.
3) O “escritório” de consultoria virou protagonista
Do lado PJ, o avanço acompanha a mesma lógica: em 2025, foram 162 novas consultorias PJ (+27%), chegando a 492 escritórios no total.
E o recorte mais forte: depois de décadas com menos de 30 novos registros/ano, a partir de 2019 o patamar muda e passa a ficar acima de 160 novos registros por ano.
Isso é o que eu chamo de mercado entrando em fase de profissionalização e escala.
4) O contraste com assessorias ajuda a entender o momento
Enquanto consultorias aceleram, os dados mostram sinais de maturação nas assessorias:
3.508 novos assessores PF em 2025 (-6,2% vs. 2024), total de 26.830 ativos.
168 novas assessorias PJ (-26,6%), total de 1.426 escritórios.
A leitura aqui não é “queda = problema”. É o mercado ficando mais seletivo: abrir e sustentar operação exige capitalização, governança e clareza de modelo.
5) Regulação acelera transparência e empurra o setor para o híbrido
Com CVM 178 e 179, a tendência é de mais transparência e de modelos cada vez mais híbridos, combinando consultoria e assessoria de forma organizada e aderente ao perfil do cliente.
E isso, no fim, fortalece o que realmente importa: qualidade de serviço e alinhamento com o investidor.
Minha conclusão (e o convite)
O Brasil já tem cerca de 59 milhões de investidores e R$ 7,9 trilhões aplicados. Esse mercado vai continuar crescendo, mas a disputa vai ser por modelo, posicionamento e execução.
Se você quer enxergar esse ciclo com profundidade (série histórica, recortes por PF/PJ, evolução e leituras práticas), eu deixei o link para baixar o Report Consolidado do Mercado Financeiro (Veritas).


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