XP implementará taxa de plataforma para assessorias de investimentos com modelo de fee fixo, diz Valor Econômico
- Anderson Timm

- há 2 dias
- 3 min de leitura

A XP Inc. recentemente anunciou que começará a cobrar uma nova taxa de plataforma de assessorias de investimentos que adotarem o modelo de fee fixo — aquele em que o cliente paga uma remuneração fixa diretamente ao assessor, sem depender das comissões por produtos de investimento. Essa nova política, que será implementada gradualmente, busca ajustar os custos operacionais da plataforma e alinhar sua remuneração com a complexidade dos serviços prestados, principalmente no cenário de crescimento do modelo de fee fixo no mercado brasileiro.
A cobrança será escalonada, variando conforme o volume de patrimônio sob gestão. Para os assessores com volumes de até R$ 1 milhão, a taxa será de 20 pontos-básicos, caindo para 15 pontos entre R$ 1 milhão e R$ 3 milhões, e para 10 pontos nos volumes superiores a R$ 3 milhões. A medida foi comunicada com a promessa de que os contratos vigentes no modelo de fee fixo não seriam afetados de imediato, com a preservação das condições até 31 de janeiro de 2027.
A partir de fevereiro de 2027, as assessorias que não alcançarem um índice mínimo de qualidade, medido pela XP, passarão a ser cobradas pela plataforma. Este índice considera uma série de fatores, como aumento de ativos sob gestão, satisfação dos clientes e crescimento da captação.
Reações e Implicações para o Mercado
A medida, que entrará em vigor para novos clientes em 1º de fevereiro de 2026, gerou certo desconforto entre os gestores dos escritórios que adotam o fee fixo, principalmente por se dar em um momento de desafios econômicos e de reputação para a XP. O receio das assessorias da rede, segundo a Valor, é que a cobrança adicional sobre o fee fixo acabe repassada ao cliente final, dificultando a migração de mais investidores para o modelo de remuneração fixa, que vinha sendo incentivado pela própria XP.
Ainda de acordo com a Valor Econômico, em meio a essa transição, o modelo de consultoria CVM tem sido apontado como uma alternativa viável para aqueles que preferem evitar essa nova taxa de plataforma, uma vez que esse modelo não inclui esse custo adicional. Os escritórios que visam adotar o fee fixo como principal fonte de receita podem precisar buscar novas soluções que compensem os custos extras dessa cobrança, especialmente em tempos de mercado turbulento.
A Estratégia da XP e a Inspiração Internacional
O movimento da XP segue uma tendência vista em mercados internacionais, onde grandes plataformas de investimento também adotam taxas de infraestrutura para cobrar pelo uso de suas plataformas. No Brasil, a mudança reflete uma tentativa de alinhar o modelo de remuneração fixa à necessidade de melhorar a sustentabilidade financeira da plataforma, especialmente considerando os custos de transação e manutenção dos serviços.
Em uma estratégia semelhante, o BTG Pactual, principal concorrente da XP, implementou uma cobrança fixa de 30% sobre o fee, independentemente do volume de ativos, com um impacto de 0,35% a 1% sobre o custo total para o cliente. A XP, que antes não cobrava essa taxa, agora ajusta sua política, inspirada pela ideia de uma cobrança mais justa com base na segmentação dos clientes por faixa de patrimônio.
Oportunidades e Como a Veritas Pode Apoiar sua Estratégia
Este novo cenário coloca os escritórios de assessoria diante de um desafio: como adaptar-se a essas novas condições sem sacrificar a qualidade do serviço ou a relação com o cliente? Para aqueles que buscam continuar competitivos no mercado, a Veritas oferece uma gama de soluções que podem ajudar na transição para o modelo de fee fixo.
As assessorias que desejam manter sua competitividade e adaptabilidade neste novo contexto podem contar com o apoio da Veritas para se destacar no cenário de mudanças do setor financeiro.



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